O que é preciso para ser um bom líder, segundo investidores do Shark Tank Brasil

Segunda temporada do reality show já está no ar

POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Quais são as características de um bom líder? Saber motivar, dar o exemplo e ser autêntico, além de conseguir passar sua paixão para a equipe, são algumas das dicas dos grandes investidores do reality show Shark Tank Brasil, do Canal Sony. A segunda temporada do programa estreia nesta quinta-feira (22/06).

No reality show, empreendedores apresentam seus negócios aos investidores – ou “tubarões” –, que decidem se vão investir ou não no produto. Na primeira temporada, os aportes somaram mais de R$ 6 milhões, distribuídos entre 22 dos 64 empreendedores que participaram do programa.

Nesta temporada, os investidores são Caito Maia, fundador da Chilli Beans; Cristiana Arcangeli, empresária do segmento de moda, beleza e bem-estar; João Appolinário, fundador da Polishop; Robinson Shiba criador e presidente da rede China In Box; e Camila Farani, investidora-anjo.

No vídeo abaixo, os investidores falam sobre liderança. Assista:


Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/06/o-que-e-preciso-para-ser-um-bom-lider-segundo-investidores-do-shark-tank-brasil.html

10 coisas que você precisa saber antes de aceitar um emprego

Ao contrário do que muita gente pensa, não é suficiente saber o salário

POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Os pilotos usam uma lista para checar se tudo está certo antes de iniciar um voo. E antes de aceitar uma proposta de emprego, você deveria fazer o mesmo, defende Liz Ryan, colunista da Forbes. Veja dez itens que você precisa saber antes de assinar o contrato.

1. Saiba o cargo e quem será seu chefe
Você precisa saber exatamente qual será o seu cargo dentro da empresa e quem será o seu chefe. Parece óbvio, mas nem sempre as pessoas se atentam a esse ponto. “Tenho vergonha de dizer que já aceitei um emprego sem entender claramente a quem exatamente eu teria que me reportar, e me arrependi em poucas semanas”, diz Liz. Não cometa o mesmo erro!

2. Entenda com detalhes a sua remuneração
Talvez o recrutador tenha mostrado um salário inicial e você pensou que esse número era bom o suficiente. Mas há mais na sua remuneração do que o salário base. Você precisa saber detalhes como:
– A empresa tem um política de bônus? Se sim, entenda também os detalhes
– Quando sua avaliação de desempenho e possível revisão de salário deve ocorrer
– Se você precisará trabalhar horas extras, e se sim, como elas são compensadas

3. Entenda os benefícios
Os benefícios importam, especialmente se você tem dependentes para plano de saúde. Peça os detalhes do plano de benefícios por escrito antes de aceitar uma proposta de emprego. Se a empresa é pequena e os benefícios não lhe parecem suficientes, tente negociar um adicional de salário para cobrir as despesas extras.

4. Pergunte qual será seu horário de trabalho e como funciona a comunicação fora desse período
Você não deve aceitar um novo emprego sem saber exatamente quais são as expectativas do seu chefe quanto ao seu horário de trabalho. Em algumas empresas, todos os funcionários saem às 17h e está tudo certo, mas em outras, seus colegas te olham feio se você se levanta às 20h. É importante também saber se seu chefe espera que você esteja disponível para atender ligações e responder e-mails mesmo fora do horário de trabalho.

5. Saiba se (e quanto) você precisará viajar
Alguns empregos exigem que você viaje a trabalho e outros não. Pergunte isso ao seu empregador. Quão frequentemente você terá de viajar, e qual o tempo médio que precisa ficar em cada cidade? Peça uma cópia da política de viagens da empresa. Algumas têm planos confortáveis, que incluem apenas passagens na classe executiva e lavanderia nos hotéis, por exemplo. Outras companhias oferecem menos vantagens e não pagam nem mesmo as refeições – um gasto extra com o qual você terá que arcar.

6. Veja o ambiente de trabalho
Não aceite a vaga antes de dar uma olhada no escritório onde você vai trabalhar. Caso contrário, você pode descobrir tarde demais que acha as condições intoleráveis. Iluminação, quantidade de barulho e qualidade das cadeiras parecem besteira, mas que podem te enlouquecer depois de algumas semanas.

7. Conheça seus colegas de trabalho
“Você corre grandes riscos ao aceitar um emprego sem antes ser apresentado aos colegas”, alerta Liz. É um péssimo sinal se o recrutador te diz que você os conhecerá depois de iniciar o trabalho porque estão muito ocupados no momento. “Muito ocupados? Eles estão acorrentados à suas cadeiras?”, questiona a colunista. “Se o gestor quer você na equipe, conseguirá agendar um café de alguns minutos entre você e seus possíveis colegas”.

8. Leia o manual de ética da empresa
Peça uma cópia do documento e leia todo o conteúdo antes de aceitar uma proposta. O manual te dará boas dicas sobre a política de avaliação de funcionários, horas extras, transferências.

9. Fale sobre as expectativas
Converse com seu future chefe sobre as expectativas que ele tem. “Às vezes, especialmente quando a posição está vaga há muito tempo, os gestores podem ter expectativas pouco realistas sobre o que é possível fazer nos primeiros 30, 60 ou 90 dias de trabalho”, diz a consultora. Formulem juntos um plano de ataque com metas factíveis para o primeiro mês e primeiro trimestre, para que ninguém se desaponte.

10. Conheça o chefe do seu chefe
Por último, conheça o chefe do seu chefe antes de aceitar a proposta, mesmo que seja apenas para uma conversa de poucos minutos. Seu gestor direto tem uma grande influência sobre se você vai ou não entrar na empresa, mas é o chefe dele é que você precisa entender para ser bem-sucedido no novo trabalho.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/07/10-coisas-que-voce-precisa-saber-antes-de-aceitar-um-emprego.html

 

 

Engajar pela visão e inspirar pela ação: como traduzir a estratégia no dia a dia

Time alinhado, engajado e com objetivos bem definidos. Mesmo que você já tenha feito essa lição de casa, o desafio agora é outro: proteger a estratégia do ano da implacável rotina.

 CEO Contabilizei

Não tem segredo: para traduzir o seu Sonho Grande em visão compartilhada do time, aposte na transparência. Minha experiência empreendendo a Contabilizei tem me mostrado isso todos os dias.

Desde fevereiro, estou contando em um artigo dividido em 3 partes, a estratégia que usamos na Contabilizei para definir metas e engajar o time. Na primeira parte desta série, eu falei sobre como a metodologia do Google nos ajuda a traçar objetivos e alcançá-los por meio da metodologia de OKR. Na segunda parte, abordei os desafios de colocar todo o time no mesmo barco, especialmente quando se tem uma empresa com crescimento acelerado como a Contabilizei, o que implica um ritmo intenso de novas contratações, ou seja, novos tripulantes que precisam aprender a remar com o barco andando.

Hoje, chegamos à última parte desta série onde vou mostrar como traduzimos a visão da Contabilizei no dia a dia, especialmente quando escolhemos ser transparentes quanto às informações da companhia. Vou falar sobre o importante papel da liderança na condução e inspiração do time e como as frustrações devem ser usadas como aprendizados para ir mais longe.

Inspiração para a ação

Nós construímos uma companhia com base na transparência, mas também em um formato mais horizontal.

Isso significa dizer que na Contabilizei nós não temos muitos degraus na escada de comando: é Conselho > Líderes de Área >  Líder do Time > Time.  Simples assim.

Isso faz com que as decisões sejam tomadas mais rapidamente e estimula a autonomia das equipes e todo o drive de cultura que temos falado.

Então, o papel do líder é essencial porque, além de garantir as rotinas básicas e o alcance dos objetivos, ele precisa servir a equipe, engajando e desenvolvendo as pessoas do time –e, por que não, estimulando que pessoas com espírito de liderança possam usar este dom para apoiar umas às outras. E para tudo isso acontecer, o líder é o primeiro a ser o guardião da cultura da empresa e obrigatoriamente deve ter a visão da companhia na ponta da língua e também no coração.

Participar ativamente da operação, junto com a equipe, é fundamental para sentir os desafios do dia a dia e mostrar que, no final das contas, o que faz a diferença em uma empresa com ritmo de crescimento forte é a execução, a mão na massa. Esta visão também é valiosa no que diz respeito aos desafios individuais da equipe já que, atuando junto na rotina operacional, o líder consegue identificar com mais precisão o potencial de cada um e os pontos que podem ser melhorados.

Leia também: Traduzindo a estratégia em execução

Eu mesmo ainda participo ativamente da rotina operacional e gosto de ajudar no desenvolvimento de cada um. Por isso, sempre gosto de explicar o racional por trás de cada ideia ou decisão para estimular a equipe a entender a linha de raciocínio e ligar os pontos. As coisas precisam fazer sentido para todo mundo, porque não há nada mais frustrante do que se trabalhar numa ideia ou projeto no qual você não acredita, e às vezes isso é apenas uma questão de comunicação que pode ser crucial no sucesso do que está sendo feito, em outras palavras, no empenho da equipe em atingir os objetivos.

Dentro dos nossos desafios de colocar todo time no mesmo barco, mencionei no artigo anterior que temos um processo de integração dos novos contratados à companhia e aqui eu faço questão de, pessoalmente, transmitir a história da companhia, como chegamos até aqui e tudo o que ainda podemos conquistar com o esforço de cada um. Esta integração, somada à minha visão, mostra a força do propósito na conquista dos objetivos e me coloca mais próximo das pessoas que nos ajudarão nos próximos passos da Contabilizei.

OUTRO PONTO FUNDAMENTAL QUE INSPIRA À AÇÃO É COMPARTILHAR CONHECIMENTO E APRENDIZADOS.

Sempre que tenho oportunidade de aprender eu preparo um compilado dos aprendizados e divido com a equipe. Recentemente, por exemplo, estive no Vale do Silício e fiz uma imersão em Inovação e Liderança em Stanford e tive a chance de conhecer líderes inspiradores e sua estratégia dentro de companhias como Facebook, Waze e Google, além de, in loco, participar de uma mentoria dentro do próprio Google. Uma experiência muito rica e que não poderia guardar apenas para mim.

O mais bacana é que a equipe, que já tem a batida da companhia, me cobra a compartilhar estes aprendizados. Vale dizer também, que dentro do âmbito da inspiração, artigos como este e aqueles onde falo sobre a minha rotina ajudam a revelar um pouco mais sobre a minha visão pessoal e como fundador e CEO de uma companhia que está transformando a forma de fazer contabilidade no Brasil. Meu objetivo é sempre inspirar, mas também mostrar que para transformar um sonho em realidade é preciso bem mais que uma ideia, é uma combinação de trabalho duro, disciplina, perseverança e consistência.

Motivação

Acreditamos que motivação é um conjunto de fatores como propósito, desafio e coaching. E quando o propósito individual encontra o propósito da companhia, os desafios pessoais tornam-se, na verdade, motivadores que promovem naturalmente um ambiente de alta performance, que é fundamental também para a inspiração.

SE SOMOS A MÉDIA DAS 5 PESSOAS QUE MAIS CONVIVEMOS, NÓS PODEMOS CRESCER MAIS E MAIS RÁPIDO QUANDO ESTAMOS NUM AMBIENTE COM PESSOAS MELHORES QUE NÓS.

Nas contratações que fazemos para a Contabilizei, as entrevistas com os candidatos passam também pela equipe que vai trabalhar diretamente com ele, mesmo que seja a contratação de um líder, por exemplo. É essencial que a equipe converse com o candidato tanto para avaliar capacidade técnica quanto potencial de aprendizado e empatia. Acima disso, encorajamos a equipe a buscar, sem medo, sempre pessoas melhores que elas porque acreditamos que assim conseguiremos atingir nossos objetivos com mais rapidez.

Encontrar as pessoas certas é a chave para criar um ambiente de alta performance. Para nós, as pessoas certas são aquelas que estão dispostas a fazer diferente, pensando fora da caixa, com sede de excelência e que vão além de si, porque acreditam no que estão fazendo, colocando a régua da alta performance no topo. São aquelas que também se deixarão conduzir por uma liderança inspiradora e eficiente capaz de maximizar o potencial de cada um rumo ao seu propósito e aos objetivos da companhia.

Lidando com frustrações

Como eu já compartilhei nos outros artigos, nós queremos, este ano, crescer 3x. Mas, é claro que o caminho para isso não é linear e existem muitos percalços que podem gerar frustração na equipe. E um deles está diretamente relacionado ao alcance dos OKR’s, já que perseguimos um resultado de 100% esperando, na verdade, 70%. E atingir um valor menor pode tanto levar o time a dar 30% menos no dia a dia quanto à frustração de ter dado 120%, por exemplo, mas não conseguir alcançar plenamente o objetivo.

TODOS QUEREM BATER METAS, QUEREM SER MELHORES, E TRABALHAR SABENDO QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NÃO VAI CONQUISTAR TUDO É UM EXERCÍCIO DE AMADURECIMENTO.

Entretanto, a visão traduzida em objetivos deve ser grande, audaciosa e cabeluda, como Jim Collins explica em um livro que recomendo muito: “Feitas para Durar”. Lá, ele conceitualiza o termo BHAG (“Bi-Reg” em inglês), dizendo que os objetivos devem ser audaciosos a ponto de dar frio na barriga, cabeludos de tão difíceis de resolver mas, acima de tudo, possíveis de conquistar com esforço. A questão do scoring de OKR diz respeito, justamente, a audácia das metas e é por isso que preferimos nos desafiar em metas ousadas e dar tudo para chegar lá (mesmo que não consigamos 100%) do que ficar na zona de conforto com objetivos que nos farão caminhar a passos curtos no dia a dia.

Conclusão

Engajar pela transparência e liderança exige coragem e inspiração. Perseguir grandes objetivos demandam uma equipe em sintonia com a cultura da companhia e que tomem para si, o propósito de impactar. Fazer diferente não é uma tarefa fácil, mas certamente nos torna pessoas melhores e com legado.

Este artigo encerra uma série que escrevi especialmente para a Endeavor contando como nós, na Contabilizei, definimos objetivos e engajamos nosso time. Os artigos anteriores você encontra nos links abaixo. Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber de mais algum detalhe, deixe o seu comentário e ficarei feliz em responder.

A Contabilizei tem oportunidades abertas para intraempreendedores interessados em trabalhar em uma empresa de alto crescimento. Conheça as oportunidades, compartilhe com seus amigos e candidate-se! Esse pode ser o primeiro passo para você conhecer a rotina de uma empresa de alto impacto e, quem sabe um dia, criar a sua.

Extraído de: https://endeavor.org.br/engajar-pela-visao-e-inspirar-pela-acao-como-traduzir-estrategia-dia-dia/

 

Dez carreiras têm quase metade de todos os formados no Brasil desde 2001

Total de universitários mais que dobrou em 15 anos, mas 10 carreiras mais procuradas conquistam metade dos estudantes.

Por Ana Carolina Moreno, G1

Escolher uma carreira no fim do ensino médio é um dos desafios que cada vez mais adolescentes têm enfrentado: em 2015, 2,2 milhões de estudantes tiveram que optar por uma das 324 carreiras atualmente oferecidas no Brasil.

O número de universitários mais que dobrou nos últimos 15 anos, mas a tendência na escolha dos cursos mantém um traço marcante. Um conjunto formado por 10 carreiras conquista praticamente metade de todos os universitários brasileiros.

  • Inscrições no Sisu do segundo semestre terminam nesta quinta

A realidade desses 10 cursos será debatida no G1 a partir deste mês. Eles serão alvo de uma nova série do Guia de Carreiras. Na segunda (5), as reportagens começam tratando de administração. A série contará ainda com um teste vocacional e programas ao vivo com debates.

Nos últimos 15 anos, quase 11 milhões de estudantes brasileiros conseguiram se formar na faculdade e receber um diploma. Desses, 5.341.147 decidiram seguir uma das seguintes carreiras:

  • administração
  • ciências biológicas
  • ciências contábeis
  • direito
  • educação física
  • enfermagem
  • engenharia civil
  • medicina
  • pedagogia
  • psicologia

Juntas, elas respondem por 48,7% do total de formandos desde 2001, e 48,3% de todos os estudantes matriculados em um curso de graduação presencial em 2015. Os dados são os mais recentes do Censo da Educação Superior, divulgado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Essas dez carreiras, que em 2015 eram cursadas por 3.206.137 pessoas, também foram as mais procuradas entre os candidatos da edição do primeiro semestre de 2016 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

As dez carreiras mais procuradas do Sisu em 2016 representam, juntas, 48,7% do total de formandos desde 2001 (Foto: Arte/G1)

Expansão do ensino superior

Nos últimos 15 anos, o Brasil viu o número de calouros em cursos de graduação presenciais quase dobrar. Em 2001, 1.206.273 pessoas se matricularam no primeiro ano de um deles. Em 2015, esse número cresceu 84,5%, para 2.225.663, segundo os dados do Censo.

Nesse mesmo período, o número de cursos saltou de 12.155, em 1.391 instituições de ensino superior públicas e privadas, para 32.028 cursos em 2.364 instituições.

Mesmo durante essa expansão, a preferência dos estudantes por carreiras específicas manteve a mesma tendência: em 2001, 50% dos formados em graduação no Brasil cursaram uma das dez carreiras mencionadas acima. Em 2015, esse número foi de 49,1%.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1)

Ensino público x ensino privado

Nesse meio tempo, o aumento de vagas foi maior entre as instituições privadas do que nas universidades públicas: enquanto a expansão do ensino superior foi de 48% nas universidades públicas, nas particulares o crescimento chegou a 66% nos últimos 15 anos.

Isso fez com que, atualmente, a razão de vagas públicas e privadas caísse de um para três para um a cada quatro. No início do século, 33,1% dos estudantes de graduação estavam matriculados em uma instituição pública. Já em 2015, essa concentração caiu para 24,5%.

É nas instituições privadas onde também é maior, historicamente, a concentração das carreiras mais procuradas. Em média, das 2.818.533 pessoas que se formaram em universidades públicas entre 2001 e 2015, 38,1% delas (1.072.872) buscaram uma dessas dez carreiras. Já nas privadas, essa porcentagem salta para 52,5%: no total, 8.147.747 conquistaram um diploma de graduação em uma instituição particular nesse período, e 4.274.978 o fizeram neste grupo de profissões.

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Nos últimos 15 anos, a expansão de vagas nas faculdades privadas foi maior do que nas públicas (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

Tendências

As dez carreiras são variadas e exigem diferentes perfis de profissionais. Elas também seguiram tendências diferentes: nem todas tiveram um crescimento constante nos últimos anos. A cada semana, o Guia de Carreiras do G1 vai explorar os motivos por trás das estatísticas históricas do Censo da Educação Superior. Veja as principais características de cada uma abaixo:

  • ADMINISTRAÇÃO: É a segunda carreira com o maior número de matrículas (em 2015, mais de 585 mil pessoas estudavam administração). Nos últimos 15 anos, o número de formados por ano cresceu de 35.149 para 99.216, um aumento de 182%.
  • PEDAGOGIA: Entre 2001 e 2015, 861.420 pessoas se formaram em pedagogia no Brasil, diploma atualmente obrigatório para quem quer atuar no ensino infantil e nos primeiros anos do fundamental.
  • DIREITO: É a carreira com o maior número de estudantes matriculados no Brasil: em 2015, eles eram 852.703. No mesmo ano, a carreira ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 mil concluintes: 105.317 pegaram o diploma na área.
  • MEDICINA: É a carreira com a maior concorrência no Sisu. Nos últimos 15 anos, o número de vagas aumentou e o número de médicos formados ano a ano foi de 8.004, em 2001, para 17.042 em 2015, um crescimento de 87,2%.
  • EDUCAÇÃO FÍSICA: A carreira aparece no Censo dividida em licenciatura e bacharelado. Os dois cursos têm boa parte da grade curricular semelhante, mas o mercado de trabalho é diferente. Entre 2001 e 2015, 396.204 se formaram em um deles. A maior parte fez a licenciatura, mas a carreira de bacharelado tem crescido mais rapidamente.
  • ENFERMAGEM: Até 2009, era possível cursar duas carreiras na área: enfermagem ou enfermagem e obstetrícia. Desde 2010, elas foram unificadas. Em 2015, 259.986 estudavam para atuarem como enfermeiros e enfermeiras, e 34.640 pegaram um diploma na área. O número cresceu 460,7% na comparação entre 2001 e 2015. Porém, o ano em que houve o maior número de concluintes foi em 2001, quando 47.090 novos enfermeiros chegaram ao mercado.
  • CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: Essa foi a sétima carreira mais procurada no Sisu do primeiro semestre de 2016: 140.922 candidatos concorreram às 8.099 vagas oferecidas. Entre o top 10, foi a carreira com menor concorrência (17,4 candidatos por vaga).
  • ENGENHARIA CIVIL: Impulsionada pelos grandes eventos esportivos, a engenharia civil tinha, em 2015, 349.347 alunos de graduação matriculados. Naquele ano, 25.217 novos engenheiros civis receberam o diploma, um aumento de 404% nos últimos 15 anos.
  • PSICOLOGIA: Na Fuvest 2017, a concorrência da carreira de psicologia só ficou atrás dos cursos de medicina. Segundo o Censo do Inep, em 2017 ela era a sétima carreira com mais matrículas de graduação (223.490). Nos últimos 15 anos, a média de novos profissionais formados na área foi de mais de 16 mil por ano. Em 2015, 23.285 pegaram diploma em psicologia.
  • CIÊNCIAS CONTÁBEIS: O décimo curso mais procurado do Sisu 2016 era o quinto com o maior número de matrículas de graduação presencial em 2015. No total, 266.095 faziam o curso, e 42.483 conseguiram o diploma no fim do ano. O número é 141% maior do que a quantidade de concluintes na área em 2001.

Extraído de: http://g1.globo.com/educacao/guia-de-carreiras/noticia/dez-carreiras-tem-quase-metade-de-todos-os-formados-no-brasil-desde-2001-g1-tera-serie-de-reportagens.ghtml

 

 

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