Investimentos em tempos de juros baixos

Sempre que numa conversa alguém se queixa dos juros altos no Brasil eu costumo dizer que juros altos são ruins pra quem está do lado errado do balcão, e como assessor de investimentos que sou, isso sempre me serviu de pretexto pra engrenar uma conversa sobre o assunto que mais gosto: Investimentos.

Uso desse pretexto pra desenvolver o assunto que pra muita gente ainda é distante, mas não deveria. Até porque o cenário econômico vem sofrendo mudanças importantes e precisamos saber defender nossas reservas financeiras da melhor maneira possível.

A verdade é que as taxas de juros caíram bastante, e claro que ainda temos uma taxa bem elevada se compararmos com as principais economias do mundo, mas se olharmos um pouco pra trás, uns dois ou três anos, veremos que a taxa oficial (SELIC), foi reduzida a menos da metade.

Só que juros baixos, pra quem está do lado de cá do balcão, significa que precisamos nos mexer.

O momento é de ampliar as opções de investimentos,

tanto as conhecidas como conhecer coisas novas

Costuma-se dizer que o brasileiro é conservador por natureza quando se trata de investimentos. A experiência me ensinou que as coisas não são bem assim. O que nos faz acreditar nisso são dois fatores: o primeiro é a falta de conhecimento. Quanto mais aprendemos de finanças e investimentos, vamos nos sentindo mais confortáveis para diversificar a carteira e até ousar um pouco mais. O segundo fator, e que tem mais a ver com esse nosso papo, é que com as altas taxas de juros que tínhamos, qual a razão de olhar pra fora da caixinha do velho CDB?

No período da SELIC na faixa dos 14% ao ano, o brasileiro se acostumou a ganhos significativos na renda fixa sem precisar fazer nenhum esforço para encontrar boas oportunidades. Nessa época o investidor queria ganhar 16%, 18%, 20% ao ano, e se não fosse assim a conversa nem começava.

Mas a realidade foi mudando e quando se deu conta, o investidor que tinha um título pré-fixado vencendo já não tinha mais opções com a mesma taxa para realocar o recurso. E aí? Faz o que?

Bom, talvez não seja possível encontrar os 20% de outrora, mas tem como aplicar o dinheiro com boas taxas se houver disposição pra entender um pouco mais do mercado de capitais, compreender os riscos, as garantias e a regulação, e ser um pouco mais arrojado.

O momento é de ampliar as opções de investimentos, tanto as conhecidas como conhecer coisas novas. O mercado de crédito privado por exemplo, se mostra muito atrativo e cada vez mais popular entre os investidores. É uma maneira de investir indiretamente no desenvolvimento do país, colocando seu dinheiro em projetos produtivos de empresas que buscam se capitalizar através do mercado de capitais.

Fundos de investimentos multimercados e de ações também devem ser levados em consideração, já que, se bem escolhidos, seu dinheiro estará sob a gestão de profissionais especializados na seleção dos ativos que compõem a carteira do fundo e buscam a melhor performance de rentabilidade, até porque fazem jus a um bônus ao alcançar determinadas metas.

Que é hora de se movimentar não há dúvidas, mas qualquer movimento, para que seja feito com segurança deve começar com uma conversa com o seu assessor de investimentos, que é o profissional indicado para orientar o investidor sobre que caminho seguir.

Evite as dicas quentes dos amigos e o cardápio do dia do gerente do banco. Você não pediria um palpite se sentisse uma dor no peito. Iria ao médico. E aqui trata-se de algo semelhante, pois perder dinheiro com uma decisão equivocada dói muito.

Então mexa-se! Procure um assessor de investimentos experiente, converse sobre o assunto, e principalmente saia da mesmice.

É hora de entrar em AÇÃO!