Renda fixa ou renda variável? a regra dos 100

AB39640Bem amigos, esta semana vamos falar sobre um assunto muito importante quando se trata de montar uma carteira de investimentos: Qual o peso que devo alocar de renda fixa e de renda variável em meu portfólio?

A resposta a essa pergunta não pode de forma alguma ser dada seguindo um modelo exato, já que são muitas as variáveis que compõem a análise necessária à composição de uma carteira de produtos de investimento, como perfil, capital disponível para investimento, idade do investidor, entre outras.

Mas tomando por base um investidor de perfil moderado, é possível apresentar aqui uma sugestão bem prática e que pode ajudar às pessoas nesse sentido.

Devo dizer que diversificar a carteira é fundamental para proteger seus investimentos, e ter um pouco de cada coisa ajuda ganhar dinheiro, talvez não tanto e em tão pouco tempo quanto gostaríamos, mas ganhar sempre.

Aqueles que se classificam como absolutamente avessos ao risco da renda variável precisam repensar rapidamente seus conceitos diante do cenário atual. Com a taxa de juros em queda, o rendimento estimado da caderneta de poupança também cairá, o que significa que a continuar da mesma forma quem mantiver seus investimentos apenas nessa modalidade corre riscos de perder dinheiro.

Então, uma boa carteira deve ter tantos produtos de renda fixa como CDB’s, debêntures e títulos públicos, como produtos de renda variável como ações e fundos imobiliários. Mas em que proporção?

A regra dos 100, como disse antes, não é um modelo exato, científico ou que obedeça a padrões, mas apenas uma sugestão que leva em consideração principalmente a idade do investidor e a sua capacidade de acumular riqueza ao longo do tempo, e principalmente a possibilidade de se recuperar de eventuais perdas em bolsa.

Dessa forma, a proposta é subtrair nossa idade de 100, e aplicarmos o resultado em percentual em renda variável, fazendo anualmente a correção necessária.

Assim um jovem de 30 anos aplicaria 70% de seu capital em renda variável e o restante em renda fixa. Aos 40 anos ele teria reduzido sua exposição ao risco para 60% e teria 40% em renda fixa. Ano após ano sua proporção seguiria se modificando até o limite de 30% em renda variável e 70% em renda fixa.

Sugerimos que a partir daí não modifiquemos mais a proporção para não ficarmos com os rendimentos muito achatados, levando em consideração o aumento da expectativa de vida do brasileiro e com ela a necessidade de remunerar nossos recursos por mais tempo.

Então é isso, espero ter ajudado mais uma vez.

 

É hora de entrar em AÇÃO!

Rocpaurio Santos

Rocpáurio Santos é Diretor Acadêmico da Curriculum Treinamentos

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