Imóvel: Comprar ou alugar?

Bem amigos, voltando a falar de finanças pessoais, decidi escrever sobre um assunto polêmico, e que mexe com um dos dogmas mais fortes da cultura brasileira: a casa própria.

Tenho certeza que ao lançar a pergunta que dá nome a este artigo em absolutamente qualquer lugar, uma quase unânime maioria responderá sem pestanejar que a melhor opção é comprar, e seguirá com uma infinidade de argumentos conhecidos por todos nós e que em sua maioria faz sentido sim. A proposta então é ver como de fato essa opção pode se tornar de fato vantajosa.

Partindo daquele velho ditado: “Quem casa quer casa”, hoje em dia tem mais gente querendo casa do que casar. Quanto à redução do número de casamentos, não vamos discutir aqui, mas o aumento da procura pelo financiamento de imóveis é o que nos interessa.

Todo pai e toda mãe ficam morrendo de orgulho dos filhos quando eles voltam do feirão da CAIXA com o contrato de financiamento do imóvel assinado, e dizem: “Que felicidade, meu filho comprou a casa própria, está investindo bem o seu dinheiro”. Investindo?!

Chegamos ao ponto.

Todos nós sabemos o que é investir: Entregar o seu capital com a intenção de, após algum tempo recebê-lo de volta acrescido de alguma remuneração. Esse conceito derruba por terra a ideia de que comprar um imóvel financiado é investimento. Na verdade é a contração de uma dívida. Pesadíssima e duradoura.

Vamos entender então: A taxa anual de financiamento da CAIXA hoje é de 9%, ou 0,75% ao mês, realizando uma simulação de um contrato de R$ 300.000,00, por exemplo, a parcela seria de R$ 2.413,87. E o que estaríamos pagando a cada mês com este valor? No primeiro mês, você estará abatendo R$ 163,87 de sua dívida e pagando R$ 2.250,00 de juros! Passados dez anos da compra, portanto 1/3 do tempo (parcela 120 de 360), o total pago é de apenas R$ 31.710,77 de sua dívida principal devendo ainda R$ 257.953,37, fora os juros. E ao final dos 30 anos, sem corrigir o seu dinheiro, seu desembolso terá sido de R$ 568.992,43! Quase dois imóveis!

Por outro lado, se ao invés de adquirir o imóvel financiado, o candidato a dono da casa própria, alugar o mesmo apartamento pela taxa média do mercado, que é de 0,5% do valor do bem, R$ 1.500,00, e investir a diferença, R$ 913,87, em um produto conservador que pague líquido 0,8% ao  mês,  ao  final  dos  mesmos  30  anos  seu  patrimônio  seria  de R$ 1.897.571,76, e em 13 anos já teria o capital suficiente para compra-lo à vista.

Tudo é uma questão de conhecimento. Muito provavelmente quem ler este artigo vai se surpreender, e ainda assim alguns tentarão vir com aquela velha argumentação: “mas pelo menos estou pagando o que é meu”. Tudo bem, cada uma faz o que quiser com o seu dinheiro. Pode pagar R$ 270.000,00 de juros ao banco, ou gastar R$ 150.000,00 pra morar no mesmo lugar enquanto enriquece. Questão de escolha. Mas a verdade matemática está exposta e ela não se discute.

Reveja seus conceitos, abra a sua mente e perceba que nem tudo é como se imagina. Quem tem um assessor de investimentos deve discutir com ele sempre todas as possibilidades antes de pôr a mão no bolso. Ele é o profissional adequado a lhe auxiliar em tudo o que se refere às suas finanças pessoais.

É hora de entrar em AÇÃO!

5 dicas para poupar sem sofrimentos

dicas-de-economia-curriculum-treinamentosBem amigos, sempre que dou uma palestra e apresento o programa Exerça Poder Sobre o Seu Dinheiro, muitas pessoas chegam até a mim e costumam comentar que gostariam muito de poupar para iniciar um plano de riqueza, mas sentem dificuldade em função da necessidade de abrir mão de alguns prazeres que para eles são importantes.

Entendo isso. Em situações críticas de endividamento elevado, não há como não se submeter a sacrifícios para sair dessa condição, mas aqueles que estão com as finanças em ordem, as contas batem no final do mês, mas não conseguem guardar dinheiro, podem buscar vias menos dolorosas para começar a acumular riquezas, mas é importante saber que não é fácil e a disciplina continuará sendo fundamental para o sucesso.

Pensando nisso separei as principais dicas que dou em minhas palestras para que possamos poupar sem sentir que estamos fazendo um esforço hercúleo para isso.

Dica 1: Troque marcas caras por outras mais baratas e substitua alguns produtos.

A ida ao supermercado é crucial para quem deseja economizar algum dinheiro, tem aquelas dicas gerais como ir bem alimentado e com lista de compras, não levar crianças que querem comprar tudo, e o mais importante ir com tempo para pesquisar preços.

Dando uma olhada rápida nesses encartes de ofertas que são distribuídos, já podemos ver grandes oportunidades de economizar, alguns produtos que se diferenciam apenas pela marca chegam a apresentar diferenças de 10% a 25%, outros produtos equivalentes chegam a custar absurdos 60% mais caros, e essas coisas nos passam despercebidas pelo simples fato de consumir a mesma marca que nossos pais compram há décadas, ou a que está mais à vista na gôndola. Saibam que as empresas pagam para melhor localizar seus produtos nas prateleiras, e lucram com a nossa preguiça de nos abaixar para pegar o mais barato. Prestem atenção a essas coisas de agora em diante.

Dica 2: Vá mais vezes ao supermercado.

Nos tempos da hiperinflação fazia sentido realizar as compras de mês para evitar a diminuição do poder aquisitivo de nosso salário, hoje em dia, mesmo com os atuais índices de elevação de preços, o ideal é comprar aos poucos os itens de nossa necessidade para aproveitar as promoções que surgem no período. Todo mundo vai ao supermercado logo que recebe seu salário no início do mês e compra tudo que precisa, logo, isso provoca uma queda nas vendas das lojas do meio para fim da segunda quinzena, e sabendo disso as lojas preparam promoções muito interessantes para essa época, mas que só lhe provocará arrependimentos se a sua dispensa estiver cheia. Não jogue fora os encartes de promoções, pare e dê sempre uma olhada com atenção em busca das melhores oportunidades.

Dica 3: Aproveite a programação cultural grátis de sua cidade.

Toda cidade tem sempre algum evento cultural, uma exposição, um show, uma peça teatral gratuita, e normalmente as pessoas ignoram isso, não sabem elas as ótimas surpresas que podem ter ao prestigiar esses eventos. O fato de ser gratuito não significa ser de qualidade duvidosa, com certeza serão momentos muito divertidos e agradáveis, principalmente quando nos lembrarmos de quanto gastaríamos se fosse um evento pago. Fique atento aos meios de comunicação que sempre divulgam essas agendas.

Dica 4: Reduza os valores de seus gastos com bares e restaurantes.

Jantar fora com aquela pessoa especial, ou beber alguma coisa com os amigos sempre é um momento agradável de lazer que não queremos abrir mão, a dica aqui é aproveitar ao máximo a ocasião e entender que o objetivo da confraternização não é comer ou beber, mas desfrutar da conversa e da companhia. Então não é necessário esvaziar os bolsos pra mostrar que está feliz. Coma menos, beba menos e curta mais. Outra dica bacana é deixar o carro em casa e prestigiar os estabelecimentos de seu bairro, economizando um pouco de gasolina que está muito cara.

Dica 5: Fique em casa.

Tem gente que pensa que diversão tem que ser na rua, e nem sabe que pode viver momentos de muita diversão em casa mesmo, e gastando muito pouco. A dica aqui é reunir um grupo de amigos e reservar um sábado por mês para uma reunião na casa de um deles. Cada um leva algum petisco e bebidas, e aproveitam uma noite de bate papo muito agradável, sem ter que pagar taxa de serviço, couvert, etc. Isso pode ser feito mesmo sem os amigos, prepare um jantar, compre um vinho e passe a noite ouvindo boas músicas, que também será uma noite agradável e barata.

Espero que aproveitem essas dicas e percebam o quanto dá pra guardar de dinheiro com essas atitudes simples que não lhe sacrificam de forma alguma. Qualidade de vida é fundamental, de nada adianta ter o bolso cheio de dinheiro e a cabeça cheia de problemas, mas a vida não precisa ser cara para ser legal. Um abraço e até a próxima.

É hora de entrar em AÇÃO!

Use bem o seu cartão de crédito

cartao-de-credito-curriculum-treinamentos-onlineO cartão de crédito é uma ferramenta de grande valia na administração das finanças pessoais, mas também pode se tornar um grande vilão. Na verdade, na maioria das vezes ele faz esse papel porque as pessoas o utilizam muito mal e normalmente caem em suas armadilhas.

A primeira armadilha que o cartão de crédito reserva é por incrível que pareça para pegar as pessoas que conseguem ter controle sobre suas despesas. Muitas dessas pessoas possuem cartões de crédito e o guardam dizendo que é para utilizar apenas em uma emergência. Está cometendo um erro. Deixar um cartão de crédito guardado na gaveta é jogar dinheiro fora. Lembre-se que todos os anos nós pagamos uma anuidade para a manutenção do cartão, e que esta gira em torno do mínimo de R$ 100,00, portanto, temos que utilizá-lo. E mais: se você tem crédito, numa emergência o cartão não é a melhor opção, já que existem outras linhas de financiamento com taxas bem mais interessantes.

O cartão pode se transformar em uma ótima maneira de controlar suas finanças se você concentrar o máximo de seus pagamentos nele. Hoje em dia já é possível pagar despesas de água, luz, telefone, condomínio, e mais uma infinidade de outras contas que se transformariam em uma única: a sua fatura do cartão. Essa atitude traz benefícios como o ganho de tempo e a praticidade de realizar um único pagamento. Podemos apontar também o fato de não deixar esquecido nenhum pagamento, além do fato que se o seu cartão tiver uma boa freqüência de uso no decorrer do ano você deve brigar por um desconto ou até mesmo a isenção da taxa de anuidade, o que significa um dinheirinho a mais no seu bolso.

Outra armadilha (com certeza a mais perversa) que os cartões de crédito trazem para quem o mal utiliza é o pagamento mínimo. Tudo que a operadora de cartões quer é que você não pague o total da fatura. Eles se alimentam da taxa que cobram das empresas (entre 5% e 8%) por operação, e principalmente dos juros que cobram sobre do saldo devedor das faturas não liquidadas. Só para se ter uma idéia, uma compra de R$ 1.000,00 feita em um cartão que cobre uma taxa de 10% de encargos mensais, e que o dono do cartão passe a pagar apenas o mínimo de 10% da fatura sem realizar novas compras, ao final de 30 (trinta) anos, terá o devedor pago um montante de R$ 9.731,67, e ainda estará devendo R$ 27,10.

Pense muito ao utilizar o seu cartão de crédito, não adquira coisas que não compraria se ele não estivesse em sua carteira, siga o seu orçamento mensal fielmente e não contraia dívidas que o farão sacrificar suas economias e o seu plano de riqueza.

É hora de entrar em AÇÃO.

A importância do programa de certificação continuada ANBIMA

anbimaA ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) mantém o programa de certificação continuada dos profissionais do mercado financeiro com o objetivo de elevar o padrão de qualidade dos serviços prestados aos investidores brasileiros, desde os pequenos, até os qualificados e chegando aos institucionais.

O mercado, especialmente no nordeste e na Bahia, sofre de uma carência grande de profissionais com tal qualificação para ocupar as posições destinadas aos portadores de certificações. O que ainda observamos é que na maioria das vezes o que move o profissional a buscar o selo CPA-10 ou CPA-20 é a pressão da obrigatoriedade em função de adiamentos muitas vezes de anos.

O que precisamos perceber é que os benefícios da certificação extrapola o mero atendimento a um pré-requisito para o exercício da função, e promove uma série de efeitos positivos para o mercado e impactos relevantes nas carreiras desses profissionais.

O conhecimento é libertador, e ao certificar-se e poder prestar melhores aconselhamentos aos clientes o profissional pode assumir as rédeas de sua carreira, tornando-se cobiçado pelas empresas de recrutamento.

É importante que olhemos para o programa de certificação continuada como algo importante para o crescimento da nossa carreira e mesmo com todas as dificuldades de tempo que temos para estudar e nos preparar adequadamente para as provas, façamos esse esforço agora e não quando estivermos pressionados pelo banco. Tem muita oportunidade por aí esperando um bom profissional de investimentos.

Rocpáurio Santos é Diretor Acadêmico da Curriculum Treinamentos