Saia do Banco!

Bem amigos, é muito bom voltar a escrever aqui no blog, e como sempre, procuro usar este espaço para trazer à tona temas que ajude a todos nós brasileiros a criar uma nova cultura financeira que nos encaminhe à riqueza. Sim, digo à riqueza sem a menor preocupação de parecer utópico, porque sei que é factível. Fácil não é, mas é possível sim, desde que sejamos inteligentes financeiramente.

E foi justamente baseado nisso que escolhi falar nesse artigo sobre as verdades não ditas pelos bancos no que se refere aos nossos investimentos, que atrapalham esse nosso objetivo.

Pra ser bem sincero logo de cara, e me desculpem os meus amigos bancários, a realidade é que pouquíssimas pessoas conhecem profundamente sobre o assunto, até mesmo eles que trabalham nessas instituições, e olha que existem provas de certificação que exigem esse tipo de conhecimento, mas nem todos buscam obtê-las, e atuam até de forma irregular na distribuição de produtos de investimentos, oferecendo apenas aquilo que é bom pra eles ou para o banco e nunca para os clientes.

Pra começar é preciso dizer que a receita dos bancos vem principalmente de uma coisa chamada SPREAD, que é a diferença entre os juros que ele cobra quando lhe empresta dinheiro, e o que ele lhe paga quando você faz uma aplicação. Sendo assim, quanto menos ele lhe pagar e quanto mais ele lhe cobrar, melhor pra ele.

Claro que não tenho como detalhar aqui todos os melhores produtos ou todas as armadilhas que podemos cair nos sistema bancário, então falaremos das principais:

Título de capitalização: A maior das mentiras dos bancos. Não se trata de investimento e sim de uma ferramenta criada para ensinar as pessoas a economizar. Quem já comprou um sabe que não rende nada, nem mesmo corrige a inflação. Aí os bancos encontraram o seu paraíso, pois usam como argumento de venda os sorteios de prêmios (quantos de vocês conhecem alguém que já ganhou alguma coisa num título de capitalização?), que são na verdade bancados pelos seus depósitos periódicos, e este percentual que varia de 2% a 4% não é beneficiado pela correção do plano, de fato algo apenas entre 80% e 85% de seu dinheiro é remunerado a uma taxa de 0,35% da taxa aplicada à caderneta de poupança. ABSURDO! E para piorar se o cliente precisa de um empréstimo ou de aumentar um limite, eles ainda cometem o crime da venda casada lhe obrigando a comprar uma dessas tranqueiras.

Plano de previdência privada: Este não é dos piores, mas o seu maior problema são as taxas de administração e de carregamento. A taxa de carregamento é cobrada a cada depósito que é feito pelo cliente. Em alguns planos chegam a 4% ou 5%, o que significa dizer que para cada R$ 100,00 que for depositado apenas R$ 95,00 é contabilizado no seu patrimônio. O pior ainda está por vir, pois os gerentes dificilmente irão lhe informar sobre as taxas de gestão financeira que lhe corroem algo entre 3% e 4% ao ano. Ao ano lhe parece pouco? Lembre-se que a inflação no ano de 2016 já levou 6,29% de seu poder de compra. Além disso não te explicam quanto ao melhor modelo tributário (PGBL ou VGBL e tabelas progressiva ou regressiva) e muito menos que ao contratar a renda mensal, o cliente está entregando a sua reserva ao banco em troca de receber uma complementação de renda que não passará à sua família em caso de morte.

Fundos de investimento: Esse poderia ser um bom produto, pena que nos bancos sofrem mais uma vez com as taxas de administração altíssimas. Independente da classe do fundo (Renda fixa, Crédito privado, Multimercados, Ações, etc.), as gestoras dos bancos já não são as melhores e mais dedicadas e normalmente perdem para as casas independentes. Aí as taxas de administração e inflação que eu já expliquei, corroem seu dinheiro, e muito provavelmente seu investimento estará sendo mal remunerado.

Mas o que fazer diante dessas situações? Elimine o banco como intermediário!

Então, compre diretamente os produtos de investimento que deseja para sua carteira. Os títulos públicos federais podem ser adquiridos diretamente por qualquer pessoa. Outros títulos de renda fixa como debêntures e títulos hipotecários que são investimentos indiretos em imóveis (para os que não desejam assumir maiores riscos em renda variável como as ações) podem ser adquiridos em sua corretora de maneira muito simples.

E para aqueles que buscam melhores rentabilidades e aceitam um risco maior, a bolsa de valores é a opção imbatível. Vale ressaltar que existem mecanismos de gestão e manejo desse risco fazendo da bolsa de valores uma opção muito interessante.

É hora de entrar em AÇÃO!

Rocpaurio Santos

Rocpáurio Santos é Diretor Acadêmico da Curriculum Treinamentos

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